E nada se compara ao que nunca tivemos
Ou a como crescemos
Na ausência de nós
Nada se esquece, envelhece ou se aceita
Nem tampouco se ajeita
Mil anos após
E ainda que eu tentasse mais cinco ou seis vidas
Curar, em vão, a ferida
De não poder te ter
Seriam todas as primaveras perdidas
Pois no último dia
Quando eu fechasse meus olhos
A última imagem
Ainda seria você